“O Conec mudou de patamar!”

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Por Coordenadoria de Comunicação Social   |   10 de Outubro de 2018 às 12:2

À frente da instituição que promoveu o maior congresso de corretores de seguros de todos os tempos, o 18º Conec, que reuniu cerca de 10 mil pessoas, o presidente em exercício do Sincor-SP, Boris Ber, falou com exclusividade ao Boletim Acontece.
 
Na conversa, o executivo comentou alguns dos assuntos mais relevantes da atual agenda do mercado de seguros, como o impacto das novas tecnologias na atividade de corretagem de seguros e a importância da qualificação e expansão dos conhecimentos, além da relação do Sindicato com a Escola Nacional de Seguros.
 
Diferente das edições anteriores, que contaram com média de público de 6 mil pessoas, o 18º Conec recebeu cerca de 10 mil participantes, atingindo um novo recorde. Qual o balanço que pode ser feito dessa edição, que ficou marcada como o maior congresso nacional de corretores de seguros de todos os tempos?

Neste ano, o Conec mudou de patamar! Saímos de uma estrutura limitada e viemos para um espaço muito mais amplo, com maior capacidade hoteleira e que nos proporcionou montar uma feira de grandes proporções. Com isso, tivemos a possibilidade de receber um número bem maior de congressistas. Faltava o desafio de motivar o corretor a vir. Pensando nisso, focamos no marketing, facilitamos as formas de parcelamento e anunciamos a programação antecipadamente. Para nossa surpresa, encerramos as inscrições antes do tempo com um aumento significativo no número de seguradoras e de prestadoras de serviços, o que fez com que o evento ficasse do tamanho ideal. O Conec hoje não traz só a força da distribuição, nem somente a força do corretor de seguros, mas traz a força do nosso mercado. Ele deixou de ser um evento de São Paulo para se tornar um evento nacional. Isso pode ser notado pelo público que temos aqui, metade composto por corretores de outros estados do País.
 
O impacto tecnológico no mercado de seguros vem sendo debatido há alguns anos e, o que antes era uma tendência, hoje se tornou realidade. Como podemos avaliar a entrada da tecnologia no setor e como os profissionais estão lidando com as mudanças que ela traz?

Saber lidar com a tecnologia é essencial, em qualquer profissão. A única forma de se manter atualizado é sabendo fazer bom uso dela. Dá medo de perder o fio da meada, mas quem não se adequa a essa novidade não consegue trabalhar. O corretor tinha um medo gigante da tecnologia. Mesmo sem entender muito o porquê, ele achava que era um bicho papão. Estamos mostrando que a tecnologia é uma aliada que pode ajudá-lo a poupar tempo, melhorar a relação com segurados e seguradoras, minimizar tempo com atendimento de sinistros, guinchos... isso é realmente uma transformação! É natural que tantas novidades tragam um pouco de receio, principalmente para o corretor mais antigo, acostumado apenas com a relação presencial. Mas, na verdade, hoje os clientes não têm tempo para reuniões, tudo é resolvido de forma eletrônica e, prova disso, é o aumento considerável no número de contratos fechados por esses meios.
 
Na sua opinião, o que seria mais importante para o desenvolvimento da categoria?

O mais importante é que a Escola Nacional de Seguros continue desenvolvendo o trabalho que tem feito. Não só na formação e capacitação profissional, mas também com as pesquisas que a Instituição elabora e coordena. Tenho acompanhado e fico bastante surpreso e grato, porque um estudo bem conduzido nos mostra o reflexo da transformação pela qual o País está passando. A pesquisa que identificou o aumento no número de mulheres brasileiras chefes de família, por exemplo, é fundamental, pois sinaliza que a abordagem em relação aos seguros de vida e de previdência deve mudar, já que não são mais os maridos os responsáveis pela aquisição dessas coberturas. Hoje temos as mulheres mais preocupadas com a educação e a previdência das famílias, é uma grande transformação apontada pelo estudo da Escola. Também vale destacar o estudo que mensurou as perdas econômicas causadas por acidentes de trânsito.
 
Como é a atual relação entre o Sincor-SP e a Escola Nacional de Seguros?

A relação entre as duas instituições é muito próxima. A Escola tem sido parceira, por exemplo, na indicação de novos corretores que manifestam interesse em fazer parte do Sincor-SP. Trocamos muitas informações sobre cursos, publicações e estudos. É difícil imaginar outra indústria que tenha uma instituição de ensino com tanta importância e que seja tão próxima das outras entidades do setor, e vivemos isso com a Escola Nacional de Seguros. Prezamos pela continuidade da habilitação dos corretores de seguros, das pós-graduações e de todos os cursos de especialização, não somente para o corretor, mas para todos os profissionais do mercado, pois são programas de extrema importância para a formação de mão de obra qualificada. E a Escola vem cumprindo muito bem esse papel!

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