8ª Conseguro: diretor geral mediou painel sobre educação do consumidor

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Por Coordenadoria de Comunicação Social   |   26 de Setembro de 2017 às 13:25

Como será o consumidor do futuro? De acordo com o filósofo Luiz Felipe Pondé, ele deverá ser empoderado, exigente, inseguro e com tendências paranóicas. Pondé foi o palestrante do painel “Como educar o consumidor do futuro”, que teve como moderador o diretor geral da Escola Nacional de Seguros, Renato Campos.
 
Para Pondé, atualmente o indivíduo faz parte de um cenário dominado pela judicialização e por questões reguladoras, seja nos vínculos afetivos ou nas relações comerciais. Esses fatores tornam as pessoas mais atentas, conscientes de seus direitos e com maior poder de escolha.
 
Os consumidores do futuro, no entanto, tendem a ser mais ansiosos e inseguros. Isso se deve, em parte, ao consumo excessivo de informação, à falta de privacidade e a imagens distorcidas decorrentes da tecnologia.
 
Segundo o palestrante, a tendência de insegurança pode favorecer o mercado de seguros em muitos níveis. “O consumidor terá grande insegurança em relação ao seu futuro”.
 
O filósofo, que atua há anos no mercado publicitário e lançou o livro “Marketing Existencial”, comparou os objetivos de pesquisas realizadas no campo das ciências sociais com aqueles que servem como planejamento estratégico de mercado. Para ele, o marketing é a ciência social do futuro. “Enquanto as pesquisas das ciências sociais mostram como o ser humano deveria ser, as do planejamento estratégico mostram como os seres humanos realmente são”.
 
O seguro como necessidade
 
A superintendente da Associação de Educação Financeira do Brasil, Claudia Forte, debatedora do painel, afirmou que a educação financeira pode ser uma grande aliada na preparação do consumidor do futuro.
 
A executiva explicou o trabalho de conscientização de jovens desenvolvido pela Associação, com o objetivo de ensinar novos hábitos de consumo e como atingir os melhores resultados. “As pessoas precisam ser educadas financeiramente para poderem entender a perspectiva do seguro como uma necessidade. Investir em seguro é investir naquilo que foi conquistado”.
 
O diretor geral da Escola Nacional de Seguros, Renato Campos, falou sobre as ações que estão sendo empreendidas no mercado de seguros com o intuito de conhecer e conscientizar os consumidores. O executivo citou o Programa de Educação em Seguros, lançado em 2016 pela CNseg, que visa ampliar o conhecimento e a percepção da sociedade sobre seguros.
 
Campos destacou, também, o papel da Escola nesse processo. “O maior trabalho que a indústria pode fazer para defender os consumidores é investir na qualificação dos profissionais que os atendem”, frisou.
 
Também participaram como debatedores a especialista em Defesa do Consumidor, Maria Stella Gregori, e o presidente da Comissão de Ouvidorias da CNseg e professor da Escola, Silas Rivelle.

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